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Como foi a 1ª competição de skate a equiparar prêmio entre homens e mulheres

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Inaugurado no último fim de semana no Parque Cândido Portinari, o Vans Skatepark, na Zona Oeste de São Paulo, é uma pista de qualidade inédita na história dos espaços públicos do estado. Sem levar em conta a panorâmica arborizada de seu entorno, o que se vê ali é um park idêntico aos melhores da Califórnia, paraíso da modalidade. Construído sob o mesmo rigor dos parks internacionais, o VSP tem especificações e medidas dignas das mais fodas pistas do mundo, com 830 metros de área, queda de 2.9 metros, transfers, elementos de street e arquibancadas com capacidade para duas mil pessoas. Não é jabá, acredite: fomos conferir de perto e ficamos de cara.

Entre os dias 1 e 2 de junho, o local foi aberto ao público com a realização da primeira etapa qualificatória do campeonato mundial Vans Park Series. A Vans aproveitou o ineditismo do evento no país para reforçar o comprometimento com a sua campanha de fomento ao skate feminino. Em 2018, não só a temporada ganhou mais duas datas para acolher a etapa das minas, como o prêmio em dinheiro será pela primeira vez equiparado ao masculino.

Esse avanço é uma discussão atual no cenário competitivo, que ainda promove, em sua maioria, eventos com diferenças nos prêmios – historicamente, os atletas masculinos ganham mais. A grande inspiração da campanha deste ano da Vans é o Girls Skate Índia, projeto de uma garota chamada Atita Verghese, que fundou uma ONG na Índia. O trabalho da Atita é basicamente ensinar e incentivar garotas e mulheres a andarem de skate como forma de empoderamento.

A skatista Lizzie Armanto, de Santa Monica, Califórnia, e uma das competidoras presentes no evento, em conversa com a VICE, falou de seu papel como porta voz da extensão do Girls Skate pelo mundo. Tudo começou quando Lizzie conheceu o projeto da Atita pela internet e, com o apoio da marca, conseguiu ministrar uma série de clínicas no país e produzir conteúdo, distribuído globalmente, retratando a cena das minas de lá.

No Brasil, como parte da ideia de replicar este projeto pelo mundo, já está rolando a Vans Girls Skate Night, toda segunda, no Da Batata Skatepark, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O mesmo programa se replica em Santiago, no Chile, e em Buenos Aires, numa vija da Argentina.

“Como uma menina que vive do skate, posso afirmar que nós, mulheres, ainda não estamos em igualdade com os homens. Atualmente o skate feminino é tido como uma outra plataforma, com preceitos totalmente diferentes”, disse Lizzie em nossa conversa. “Não acredito que o caminho para mudar isso seja manter as coisas separadas, tipo, o lado dos homens e o lado das mulheres. Mas o que acontece, na prática, é que nós não somos o maior público consumidor de equipamentos e roupas de skate. Por isso acredito que o trabalho seja mais de base, de divulgação do skate entre as minas, e de estímulo, para que mais e mais garotas comecem a se interessar pelo esporte”, argumenta ela.

"Nunca ouve tantas mulheres andando de skate como atualmente, porém ainda há mais espaço pra gente ocupar. Estamos criando as regras do jogo, entende?"

Na visão de Lizzie, nunca houve tantas mulheres andando de skate como atualmente, porém, ela crê que há mais espaço pra ocupar. "Estamos criando as regras do jogo neste exato momento, entende? As coisas ficaram estancadas por tanto tempo. Se você for parar pra pensar, há apenas dez anos o cenário era totalmente diferente. Acredito que em 15 anos teremos um cenário ainda melhor para o skate feminino”, disse.

Quando isso acontecer, a Vans quer ser uma das primeiras marcas a colher os frutos, mas acima de tudo, estar associada à luta por mudanças no esquema. “Esse ano a gente equiparou todos os prêmios, mas não somente no Park Series”, informa Nicolas Prado, supervisor de PR e Interactive Marketing para as América Central e Sul. “Em todos os campeonatos que a Vans promove, a partir deste ano, a premiação será equiparada. Entendemos que isso é um grande incentivo para que novas atletas participem dos campeonatos. É uma questão estrutural, e a gente realmente precisa de uma ruptura. Há muitos anos as minas andam no mesmo nível dos caras, realmente o que falta é a plataforma.”

O que o Nicolas diz é pra valer. Hoje, temos uma série de perfis no Instagram focados em skate feminino. A mídia global especializada já cobre naturalmente o skate feminino. A própria demanda pede isso, e se as grandes marcas e associações não o fizerem, as meninas já estão com as ferramentas nas mãos produzindo o seu próprio conteúdo. Aqui mesmo, no Brasil, contamos com três das maiores atletas do momento, Letícia Bufoni, Pamela Rosa e Yndiara Asp, constantemente nos pódios. Sem falar nas crews de minas.

A californiana Brighton Zeuner foi a primeira campeã mundial do Park Series quando tinha apenas 12 anos. Hoje, ela demonstra um dos skates mais técnicos que se tem ao redor do planeta. “Em três anos, o mais legal é ver como o nível subiu, como meninas do nosso time, a exemplo da Yndiara, literalmente estão voando e trazendo manobras casca dura mesmo”, orgulha-se Nicolas. “Não são meninas imitando garotos, é o estilo específico delas. Especialmente o skate da Yndi é muito poderoso, uma fusão de manobras clássicas com atuais.”

O CAMPEONATO

Dona de um rolê mais técnico, investindo numa linha mais segura, sem arriscar muito, a japonesa Sakura Yosozumi caiu nas graças do público e ficou com o primeiro lugar do pódio. Durante o treino, antes da final feminina, a jovem revelação do Brasil, Yndiara Asp, despencou com bastante força no flat da pista de concreto após um aéreo. Ela ficou um bom tempo caída, o que preocupou os bombeiros e outros skatistas, mas, de repente, ela se levantou pronta pra ir até o final. Mesmo demonstrando sentir dores e um pouco abalada, o público botou a maior pilha e Yndi correu a bateria com sangue nos olhos. Valeu a pena o risco e a garra, já que ela acabou sendo a única brasileira no pódio, com a segunda colocação.

Com a terceira colocação, a norte-americana Brighton Zeuner foi uma das últimas a deixar a pista no primeiro dia de treino. Na final, ela mandou um style descontraído, com boas manobras de giro e notável aproveitamento dos transfers, varando o núcleo central do bowl. Já Lizzie Armanto, que era uma das favoritas, ficou de fora do pódio por conta de suas quedas, mas garantiu a quarta colocação, à frente de feras como Bryce Wettstein e Nicole Hause.

A final masculina, por sua vez, foi intensa e disputada até as últimas voltas entre o hexacampeão mundial Pedro Barros e o norte-americano Tom Scharr. Enquanto Pedro buscava novas linhas na pista e arriscava manobras inéditas para impressionar os juízes, Tom se concentrou em mandar alguns dos aéreos mais altos do campeonato e acabou levando a melhor. O também norte-americano Tristan Rennie buscou bastante as bordas, deu aéreos com segurança e conseguiu emplacar a terceira colocação.

Dois destaques da final masculina foram o californiano Chris Russell e Luís Francisco, jovem promessa brasileira das Olimpíadas de 2020. Chris, que ficou em quinto lugar, levantou o público com sua marca registrada: manobras de risco e com bastante pressão. Já Luisinho pôde contar com a torcida do seu lado até o último instante e fez bonito com seus bonelessess altíssimos e uma linha bem diversificada entre aéreos e manobras de borda.

PLACAR FINAL
MasculinoTom Scharr (USA)

Pedro Barros (BRA)

Tristan Rennie (USA)

Cory Juneau (USA)

Chris Russell (USA)

Luiz Francisco (BRA)

Alex Sorgente (USA)

Ivan Federico (ITA)

FemininoSakura Yosozumi (JPN)

Yndiara Asp (BRA)

Brighton Zeuner (USA)

Lizzie Armanto (USA)

Bryce Wettstein (USA)

Nicole Hause (USA)

Nora Vasconcellos (USA)

Poppy Starr Olsen (AUS)

Fonte:Vice.

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