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Da origem nas piscinas da "Califa" ao status olímpico: a transformação do skate park

September 7, 2018

Anos 70. Califórnia, Estados Unidos. Uma seca histórica acomete o estado da Costa Oeste americana, mais conhecido por suas belas praias. O governo precisou proibir os cidadãos de regar seus quintais, e os restaurantes pararam de servir água aos clientes. As piscinas começaram a secar. E foi aí que os skatistas, que anos antes haviam nascido da necessidade dos surfistas de praticarem seu esporte no asfalto quando o mar não os presenteasse com boas ondas, acabaram inventando uma nova modalidade: o bowl. Com o passar dos anos, ele ganhou complexidade e se transformou no park que, em 2020, fará a estreia do skate, ao lado do street, nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

- Muitos skatistas andam na rua. Muitos andam só no half, outros andam só em bowl e um park ele é justamente a mistura de um bowl, de um half, do street em uma pista só - comentou Pedro Barros, hexacampeão mundial de bowl e hoje um dos principais postulantes ao pódio olímpico no park em Tóquio 2020.

- O skate park é a modalidade mais democrática do skate. As paredes não são tão altas quanto um half-pipe e facilita pra galera que faz street. Então todo mundo consegue andar num park - explicou o lendário Sandro Dias, tricampeão nos X-Games no vert e que, aos 43 anos, segue competindo.

- O skate park sempre tem obstáculos completamente diferentes dos anteriores então você tem que começar a andar, descobrir como é que é a pista, fazer uma linha e não é igual a do seu último campeonato - completou a jovem Dora Varella.

Das invasões às piscinas ao Circuito Internacional de Park

Se no início os skatistas imitavam nas piscinas secas os movimentos do surfe e frequentemente tinham problemas com a polícia por invadirem propriedades privadas, algo que foi muitas vezes retratado no cinema em filmes icônicos como "Z-Boys and Dogtown - Onde tudo começou" (documentário de 2001 do diretor Stacy Peralta) e "Lords of Dogtown (longe de 2005 com Heath Ledger), hoje eles são verdadeiras estrelas.

Basta dar uma olhada no campeonato que será usado de molde para a disputa olímpica, o Circuito Internacional de skate park. Há atletas do mundo todo, patrocinadores, transmissão na TV - inclusive no canal SporTV. O Brasil tem atualmente dois Pros selecionados, Yndiara Asp e Pedro Barros, além de challengers (desafiantes), que precisam disputar as preliminares das etapas, como Murilo Peres e Vi Kakinho. Dora Varella foi campeã continental e, ao lado de Pedrinho e Yndi, está garantida na final, na China. Murilo também competirá.

Existe também um calendário consolidado. Em 2018, o park invadiu Vancouver, no Canadá; São Paulo, no Brasil; e retomou suas raizes em Huntington Beach, na Califórnia. Essa etapa foi a última disputada - vencida pelo americano Zion Wright com Pedro Barros, do Brasil, em segundo - e lotou a cidade californiana.

- Tem toda essa vibe bem da California mesmo. De surfe, skate, música...e é muito da hora estar aqui e encontrar gente de tudo que é lugar - explicou Yndiara Asp, skatista do Brasil.

Desde 2013, aliás, o torneio de skate acontece simultaneamente ao US Open, mais importante campeonato de surfe dos Estados Unidos. Em 2018, ainda teve Circuito Mundial de BMX. Assim, o local recebeu cerca de 500 mil visitantes, em sua maioria, jovens, lotando bares, restaurantes, shoppins e as lojas da Main St., a rua principal, sempre munidos de seus skates.

No início de setembro, chega a Malmo, na Suécia e, no fim de outubro, conhece seu campeão em Xangai, na China.

Skate olímpico pode beneficiar o Brasil

Desde que o skate foi anunciado como esporte olímpico em 2017, houve muitas mudanças. No Brasil, a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) travou uma briga para conduzir as quatro rodinhas rumo a Tóquio 2020 e, com o apoio dos atletas, venceu a queda de braço com a Confederação Brasileira de Hóquei sobre Patins (CBHp). O lendário Bob Burnquist foi alçado ao posto de presidente da entidade, e Sandro Dias, o Mineirinho, se tornou diretor de esportes.

Foi criado um Circuito Brasileiro de skate, com as modalidades street e park (veja o calendário), e até mesmo formada uma seleção brasileira, cujos atletas recebem benefícios da CBSk na caminhada olímpica. O skate, bem como surfe e karatê, que entraram no programa, é uma das esperanças do COB nos Jogos japoneses.

- Todos os eventos que têm no Brasil ou fora do Brasil, eventos internacionais, eventos mundiais, sempre tem um brasileiro entre os top três. De todas as modalidades, street ou park, feminino e masculino. Então se as olimpíadas fossem esse ano, a gente tinha medalha garantida - avaliou Sandro Dias.

O Brasil pode ter, ao todo, 12 atletas em disputa, três em cada modalidade e naipe (park feminino, park masculino, street feminino e street masculino). Ou seja, há grandes chances de pódio.

- Eles vão ter que se classificar para as Olimpíadas, ano que vem já começa isso, então tem alguns critérios diferentes, que vão ainda meio que especificar, mas pelo que eu entendi alguns grandes eventos só de você pegar pódio você se classifica - completou Bob Burnquist.

Os brasileiros, aliás, estão empolgados:
- A gente tá tendo a chance de participar da primeira edição da história. E a primeira só vai ter uma. Então tá sendo um privilégio pra mim que eu não sei nem explicar, sabe? - concluiu Murilo Peres.

 

 

Fonte: Globo Esporte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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